Aug 27

Em visita a São Paulo e ao Brasil pela primeira vez, o criador do Linux, Linus Torvalds, falou hoje a uma platéia de desenvolvedores e empreendedores da comunidade de software livre na abertura da feira LinuxCon, que acontece até amanhã na capital paulista.

Torvalds defendeu a adoção de aplicações abertas e pesquisas com software livre nas universidades brasileiras.

“As universidades são os melhores ambientes para experimentação e o que nós vemos é um mercado de aplicações abertas crescente no Brasil. Então, o que eu posso dizer para vocês é que vale a pena se especializar em soluções Linux, pois sempre haverá empregos e dinheiro para quem tiver esse conhecimento”, afirmou.

Ao falar sobre formas de ganhar dinheiro, Torvalds foi questionado por Jim Zemlin, diretor da Linux Foundation, sobre seus ganhos pessoais ao criar o Linux. “Você é uma pessoa tão importante para a indústria de TI como Bill Gates ou Steve Jobs, no entanto, não tem uma fração do dinheiro deles. Por que?”, questionou Zemlin.

“Esta foi uma escolha minha, escolhi não ter o dinheiro de Gates ou Jobs. Quando comecei a programar e criar o que seria o Linux fiz isso por diversão. Não podia imaginar, na época, que o sistema que inventei ganharia a importância que tem hoje”, afirmou Torvalds.

O criador do Linux disse ainda que, embora tenha trabalhado em outros projetos ao longo de sua vida, sua grande paixão é o Linux. “Eu me divirto ao mergulhar no kernel”, disse Linus, que planeja aproveitar sua passagem pelo Brasil para praticar mergulho no litoral brasileiro.

Linus disse ainda que a comunidade brasileira é muito ativa e só não cresce mais em função de barreiras idiomáticas. “Há muitos programadores talentosos no Brasil que não falam ou leem inglês, o que prejudica sua integração na comunidade internacional Linux”, disse.

A LinuxCon vai discutir até amanhã tendências em aplicações abertas para soluções de mobilidade, computação em nuvem e segurança de dados.

Além de Torvalds, vão palestrar no evento Jim Zemlin, Jane Silber, CEO da Canonical (a empresa que representa comercialmente a distribuição Ubuntu) e Ian Pratt, fundador do XenSource.

Fonte: Info.

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Jun 21

Código de defesa do Consumidor prevê que usuário tem o direito de escolher qual o sistema será instalado na sua máquina.

Fonte: Olhar Digital.

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Jun 11

Embora em ritmo lento, a migração dos sistemas operacionais dos ATMs do Banco do Brasil deve ser concluída até o final deste ano. No segundo semestre de 2009, a instituição anunciou que substituiria o OS2, da IBM, pelo Linux em seus mais de 45 mil equipamentos instalados no Brasil e em países na América Latina.

José Luis Prola Salinas, vice-presidente de TI do Banco do Brasil, explicou que o Linux demanda equipamentos mais robustos, o que significa que a migração só pode ser concluída quando o nível de obsolescência dos ATMs chegar a zero.

“A obsolescência deve chegar a zero até o fim de 2010, prazo previsto para a conclusão da migração dos 45.800 ATMs para Linux”, afirma o executivo. Salinas revelou que,atualmente, 13 mil ATMs rodam o sistema de código aberto – desses, 10 mil são máquinas novas e 3 mil tiveram o sistema operacional substituído de fato.

Sem revelar a cifra empregada especificamente na migração dos sistemas nos ATMs, Salinas informou que o banco planeja investir R$ 1,9 bilhão em TI este ano. Desses, cerca de R$ 600 milhões serão destinados a custeios, enquanto o R$ 1,3 bilhão restante será dedicado a melhorias de sistemas, inovação e novos produtos.

Fonte: Convergência Digital.

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Dec 10

 

Vamos falar a verdade: quase tudo o que você faz em seu computador, hoje, está na internet. Bate-papo, e-mails, vídeos… tudo acaba lá. Se você ficar sem internet, garanto que seu computador não terá a mesma graça, certo? Foi pensando nisso que o Google criou um novo sistema operacional, o Chrome OS. Afinal de contas, por que você precisa iniciar o seu Windows, ou o seu Mac, ou o seu Linux, carregar programas variados, baixar updates de vários softwares, se tudo o que você quer é apenas abrir o seu browser e sair navegando? O boot de um computador comum leva pelo menos 45 segundos, e aí mora o segredo e a vantagem do Chrome OS: ele é super leve, e não gasta nem 10 segundos para deixar a máquina prontinha para você navegar à vontade.

E já que a Internet é o grande motivo para que você use o computador, por que não fazer um sistema operacional que seja, basicamente, um navegador? Assim surgiu o Chrome OS. A idéia é simples: já que grande parte do que você faz está na internet, não é necessário baixar mais nada e, ainda assim, fazer de tudo. Nós instalamos o Chrome OS aqui na Redação e já mexemos o suficiente com ele. Esta é a cara do brinquedo. Como você pode perceber, todos os itens estão na nuvem. E olha aqui a aba: é o próprio Google Chrome – o browser – quem comanda a sua navegação. Algumas aplicações ainda não funcionam corretamente, já que esta é uma versão de testes, mas o conceito está aqui: a página de entrada funciona como o botão “Iniciar” do Windows, e o usuário vai adicionando as aplicações que interessar. Um click e pronto: uma nova aba é aberta com aquele serviço rodando perfeitamente, sem pedir discos de instalação ou reclamar de falta de espaço em disco.

Como tudo está na nuvem, alto poder de processamento é algo dispensável por aqui. Por isso mesmo, o Chrome OS é apontado como o sistema operacional perfeito para os netbooks. Será que este, realmente, será o sistema operacional do futuro, capaz de disputar mercado com o hoje onipresente Windows? A aposta está lançada. E se você quiser experimentar o Chrome OS, clique AQUI.

Fonte: Olhar Digital

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Jul 09

A Google, acredite se quiser, está ainda mais ágil e poderosa. Além de promover vários serviços web, tirando deles o rótulo “beta” (até que enfim!), a empresa de Mountain View anunciou estar criando um sistema operacional. Depois de anos de especulação, o tal gOS, que na realidade por enquanto se chama Google Chrome Operating System, torna-se realidade.

No anúncio, Sundar Pichai, diretor de engenharia da Google, diz que o sistema é uma evolução natural do navegador Chrome, e que embora o Android seja um SO multiplataforma, inclusive com a possibilidade de aparecer em netbooks, é um projeto separado do Chrome OS. Este, por sua vez, tem uma proposta bem simples: ser rápido, sempre, e confiável. Os aspectos principais dele são velocidade, simplicidade e segurança. A arquitetura do programa é, nas palavras de Pichai, simples: o navegador Chrome, rodando num gerenciador de janelas novo, em cima do kernel Linux. A plataforma é a web. Web apps já existentes são os programas do Chrome OS, e isso quer dizer que eles não serão exclusivos do navegador, funcionarão em Windows, Linux e OS X. Desenvolvedores que conheçam e trabalhem com linguagens web estão automaticamente aptos a programar para Chrome OS.

O Chrome OS rodará tanto em processadores x86, quanto ARM; será open source, e focará, a princípio, o mercado de netbooks. A Google já conversa com parceiros OEM, e espera liberar o sistema para consumidores finais no segundo semestre de 2010.

Com uma proposta simples e corajosa, o Chrome OS aparentemente comerá pelas beiradas. Iniciará sua vida pelos netbooks, aparelhos com proposta bem definida, hardware limitado (em todos os sentidos), geralmente usado para tarefas simples e fortemente baseado na web. Algo parecido com o que o promissor Moblin é, mas com o jeito Google de ser, que, por sua vez, passa pelas necessidades do usuário e simplicidade. Num trecho do post-anúncio, Pichai diz:

Ouvimos muitos de nossos usuários, e a mensagem deles é clara – computadores precisam melhorar. As pessoas querem seus e-mails intantaneamente, sem perder tempo esperando seus computadores ligarem e navegadores abrirem. Eles querem computadores que sempre rodem tão rápido quanto da primeira vez em que o ligaram. Eles querem seus arquivos acessíveis não importa aonde estejam e sem ter que se preocupar em perder o computador ou esquecer de fazer backup. Ainda mais importante, eles não querem gastar horas configurando seus computadores para funcionar com um novo hardware, ou se preocupar com atualizações de software constantes. E a cada vez que nossos usuários têm uma experiência melhor no computador, a Google se beneficia também por ter usuários felizes que ficam propensos a passar mais tempo na Internet.

Os grifos são meus, e denotam algumas previsões (inspiradas livremente em rumores e lançamentos anteriores):

  • Uso intenso do Google Gears, para que o computador seja “usável” mesmo sem acesso à Internet;
  • Sistema de armazenamento de arquivos (o “Google Drive”) finalmente lançado;
  • Trabalho exemplar no suporte a hardware – algo que beneficia indiretamente o Linux, base do Chrome OS.

Acho que, após anos, décadas de vida relativamente mansa, a Microsoft finalmente terá um adversário à altura para seu Windows.

Fonte: WinAjuda.

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Oct 23

Consultoria diz que agravamento da crise global não deve diminuir contratações, mas terá impacto sobre compras de software e hardware.

Um estudo produzido pelo instituto Infnet afirma que o aprofundamento da crise financeira global terá efeitos contraditórios sobre o mercado de TI.

De acordo com o diretor do instituto André Kischinevsky, a maior pressão de custos sobre as empresas tende a beneficiar áreas de tecnologia e inovação.

Segundo Kischinevsky, isto deve ocorrer por que os setores de tecnologia são vistos como saída para elevar a produtividade e automatizar processos. O estudo prevê que o ritmo de contratações deve seguir acelerado em 2009. Para Kischinevsky, as demissões que acontecerão em 2009 serão apenas pontuais.

O mesmo estudo, no entanto, vê retração na compra de licenças de software e de hardware. Para o Infnet, as companhias estão adiando compras maiores de hardware para um momento em que tenham maior percepção do impacto da crise global em seus negócios.

Quanto ao mercado de software, a nova pressão de custos deve empurrar grandes companhias para uma adoção maior de soluções em software livre, evitando gastos com licenças.

O estudo afirma que grandes consumidores de licenças estão pedindo a seus gestores de TI que façam novos levantamentos sobre os impactos nos custos e na produtividade da companhia de um uso mais intenso de ferramentas de software livre.

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Sep 11

TSE terá 100% das urnas eletrônicas rodando Linux nestas eleições. Algumas cidades vão testar biometria.
As urnas eletrônicas que serão usadas no pleito de 2008, que escolhe os novos prefeitos e vereadores de todo o Brasil, inauguram o uso de sistema operacional Linux e, em três municípios escolhidos para teste, também o recurso da biometria para identificação do eleitor.

As iniciativas fazem parte da estratégia do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de “melhorar a segurança e a transparência do processo”, segundo Giuseppe Dutra Janino, secretário de tecnologia da informação do TSE.
Segundo Janino, em entrevista à Reuters, “há várias campanhas no sentido de macular esse processo”, mas, nos 12 anos em que o Brasil se utiliza de urnas eletrônicas, “nenhuma fraude foi comprovada”, afirmou.
A decisão de substituir os sistemas operacionais VirtuOS e Windows CE pelo Linux em 100 por cento das 480 mil urnas do país terá três vantagens, de acordo com o secretário.

“Uma delas é a economia”, segundo ele, já que o órgão de governo não terá mais de comprar licenças dos antigos sistemas proprietários.

Ele reconhece que foi preciso desenvolver todos os softwares novamente para a troca ao sistema Linux, mas ressalta que “o custo do desenvolvimento se paga na medida em que não se pagará mais pelos sistemas nas próximas contratações”.

O ciclo de contratação de novas urnas é de dois anos, de acordo com o crescimento demográfico. O Brasil tem atualmente 130 milhões de eleitores, número que cresce em média 6 por cento a cada dois anos, segundo o executivo.

Outra vantagem da escolha do Linux, segundo Janino, “é a transparência do processo”. Segundo ele, com os antigos sistemas proprietários, o TSE tinha dificuldade em abrir os códigos de programação das urnas a entidades como Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e mesmo aos partidos políticos.

A 180 dias de cada pleito, o TSE abre todas as linhas de códigos para esses órgãos para que atestem sua legitimidade, antes das urnas serem lacradas digitalmente.

A terceira vantagem, de acordo com o secretário, é a segurança. “O software (Linux) é robusto e reconhecidamente seguro”, afirmou Janino.

Outra inovação tecnológica do processo eleitoral deste ano será a presença de uma auditoria externa. Em toda eleição, uma comissão capitaneada pelo juiz eleitoral sorteia algumas urnas para acompanhar seu desempenho no dia da eleição.

Neste ano, entretanto, o processo, que já conta com câmeras que filmam a operação da urna, também terá a presença da auditoria Moreira e Associados, selecionada para acompanhar o processo.

O Brasil tem 27 regionais e, em cada uma delas, quatro urnas são sorteadas para a auditoria, como explicou Janino.

IMPRESSÃO DIGITAL

Em outra iniciativa para garantir a segurança do processo, o TSE vai implantar a identificação biométrica do eleitor em três municípios, como parte de um teste piloto.

“Na medida em que eliminamos a intervenção humana, ampliamos a credibilidade do processo”, afirmou Janino.

A biometria se caracteriza por identificar o usuário através de alguma característica única de seu corpo. O TSE fará, neste piloto, identificação pela impressão digital, mas está apto também a identificar os eleitores pela face.

Neste ano, as cidades de Fátima do Sul (MS), São João Batista (SC) e Colorado do Oeste (RO), que juntas concentram em torno de 45 mil eleitores, serão as primeiras a adotar a identificação pelas digitais.

“Eliminamos a possibilidade de um eleitor votar pelo outro”, destacou Janino, além de ressaltar que, nessas cidades, o processo de identificação fica a cargo do próprio eleitor, e não mais do mesário.

As cidades foram escolhidas por já disporem de urnas equipadas com scanner de digitais e por serem localidades que fariam o recadastramento eleitoral. No processo de recadastramento, os eleitores já colheram suas digitais e foram fotografados para garantir a identificação biométrica.

Janino explica que mesários e eleitores já passaram por simulados nessas regiões. “A cultura digital já se disseminou nessas três cidades”, disse ele.

O secretário explica que, desde 2006, todas as urnas adquiridas são equipadas para permitir a identificação biométrica. Por isso, de acordo com o ritmo de renovação do parque de equipamentos, ele estima que “em um período de cinco a dez anos” o recurso seja estendido para todo o país.

O TSE já firmou “acordos de cooperação” com vários países, como Paraguai, Argentina, México, Venezuela e Honduras para o empréstimo das urnas brasileiras, mas não tem planos, segundo Janino, de “vender a tecnologia ou o equipamento”.

A idéia, segundo ele, é apenas “transferir conhecimento de uma solução bem sucedida”. Ele acredita que a imagem do país se beneficia. “Nossa imagem é bem destacada no âmbito internacional”, afirmou.

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Aug 31

 

Engenheiro que lidera Chrome diz que “passamos mais tempo com o browser do que com nossos carros”.

Brian Rakowski usou a comparação para defender mais investimentos em navegadores. Segundo Rakowski, a estréia do primeiro beta do Chrome é só uma pequena amostra do trabalho que os engenheiros do Google estão realizando na área de navegadores.

Ao apresentar o navegador na versão Windows, Rakowski disse que agora seu time trabalhará na estréia de versões para Linux e Mac. O Google, no entanto, não tem previsão de quando apresentará estas versões. Há ainda a previsão de uma versão móvel do Chrome para smartphones.

Estabilidade

A fim de tornar o navegador estável e confiável o suficiente para atrair mais usuários para aplicativos online, o Google explica que optou por isolar o processamento de dados de cada aba aberta no navegador.

“Nos bastidores, desenvolvemos um navegador que roda os complexos aplicativos da web de hoje muito melhor. Ao deixar cada guia em uma área isolada, conseguimos prevenir que a falha de uma guia causasse a falha de outra e providenciamos uma proteção mais eficaz contra sites não confiáveis”, diz o Google.”

Para permitir o desenvolvimento de aplicativos online mais complexos, o Google apresentou o V8, um conjunto de códigos JavaScript que, diz a empresa, abrirá espaço para a criação de “uma nova geração de aplicativos para web que não são possíveis nos navegadores atuais”.

Download:  Google Chrome

 

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Aug 03

Como vem sendo feito há alguns anos, 2008 não foi diferente. A SourceForge.net, maior portal open source da internet, realizou o Community Choices Awards 2008, uma votação que elegeu os melhores softwares open source do ano.

E o ganhador foi… OpenOffice.org, na categoria principal, de melhor projeto. Mas também tiveram outras categorias, um tanto quanto engraçadas, como “Mais provável a ser comprado por 1 bilhão”, cujo o vencedor foi o phpMyAdmin; “Com maior probabilidade de mudar o Mundo”, que teve o Linux como vencedor; “Com maior probabilidade de ser acusados por violação de patentes”, o Wine (Wine Is Not an Emulator); E “Com maior probabilidade de ter os utilizadores processados pela associação das indústrias” foi o eMule, por motivos óbvios.

Outros grandes conhecidos também estão presentes na lista, como o Notepad++, na categoria “Melhor ferramenta para desenvolvedores”.

A premiação aconteceu dia 24, numa festa em em Portland, EUA. Os ganhadores receberam um prêmio simbólico, um Thingamagoop nas cores do SourceForge.net, laranja e cinza.

O projeto foi muito bacana e contou com grandes patrocinadores, como a Microsoft e Mozilla. Para ver os resultados de anos anteriores, de 2006 e 2007, clique aqui e aqui, respectivamente. E que venha o Community Choices Awards 2009!

Fonte: BR-Linux.

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Jul 06

Arquitetura do Singularity: a idéia é criar um sistema operacional mais confiável que o Windows

Interessados podem baixar o Singularity, sistema experimental não-Windows da empresa.

O Singularity foi desenvolvido do zero por um grupo de pesquisa da Microsoft, que começou a trabalhar nele em 2003. Como não havia a obrigação de o sistema ser compatível com o Windows, o grupo teve bastante liberdade para inovar. Foi escrito quase totalmente numa versão estendida da linguagem C#. A Microsoft diz que o objetivo do projeto é criar novas tecnologias em linguagens de programação, compiladores e ferramentas.

O projeto envolve, também, alguma experimentação com arquitetura. Quase todos os sistemas operacionais atuais – incluindo Linux, Unix, Mac OS e Windows – têm sua arquitetura básica derivada do Multics, criado nos anos 60. O Singularity segue um modelo diferente. Segundo a Microsoft, cada aplicativo, driver de dispositivo ou componente do sistema roda num processo isolado por software, ou SIP. O sistema não permite que os SIPs compartilhem memória ou modifiquem seu próprio código. A comunicação entre SIPs é feita por um sistema de mensagens. O resultado, ao menos na teoria, é uma plataforma mais robusta e segura que o Windows.

O pacote que está disponível para download desde março é o RDK, kit de desenvolvimento e pesquisa. Ele inclui código-fonte, material informativo e ferramentas de compilação e teste. Está liberado para uso educacional, não comercial. Naturalmente, o Singularity não tem utilidade prática no momento, já que não existem aplicativos para ele. Além disso, não há interface gráfica e o suporte a dispositivos de hardware é bastante restrito. O software serve basicamente para estudo e pesquisa. Mas é razoável supor que a Microsoft esteja usando essa plataforma para desenvolver e testar tecnologias que poderão estar em futuras versões do Windows.

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